– A retração nas cotações do milho no mercado doméstico, que vinha ocorrendo na região sul do País, já é observada em outros Estados. Mesmo em Mato Grosso, que colhe volume muito pequeno do cereal no verão, produtores demonstram maior interesse em esvaziar armazéns e elevam lotes ofertados, pressionando os preços no spot. No caso da safrinha, a comercialização segue lenta, com tradings afastadas do mercado.
Em Lucas do Rio Verde (MT), vendedores ofertam entre R$ 19/saca e R4 20/saca, mas apenas lotes pontuais são negociados nesses patamares. Corretor da região afirma que há interesse de venda, mas para que o produto seja competitivo em outros Estados, deveria ser negociado a R$ 16/saca. “Produtor não vende nesse preço”, afirma. Para a safrinha, mercado interno paga R$ 14,50/saca, ante vendedor entre R$ 15/saca e R$ 15,50/saca. Tradings estariam dispostas a pagar no máximo R$ 11/saca para exportação, mas sem chance de negócios nesses preços, ficam afastadas do mercado.
No Paraná, compradores indicavam R$ 25/saca no norte e R$ 24,50/saca, mas não foram registrados negócios na Zairam Corretora de Cereais, afirmou João Guilherme Pedra. No Porto de Paranaguá, as propostas iam de R$ 27,30/saca a R$ 27,50/saca.
No oeste de Santa Catarina, as propostas de compra iam a no máximo R$ 26,50/saca no spot, ante vendedores pedindo R$ 27/saca, contou corretor local. Na semana passada, apenas esse agente do mercado registrou acordo com 4 mil toneladas, mostrando maior interesse de venda. “Vendedores estão colocando produto no mercado. Muitos cerealistas ainda têm produto da safra passada”, afirmou a fonte.
Já na Bahia, os preços estão caindo por pressão de safra disse Luiz Carlos Fagundes, da Assessoria em Mercado de Grãos (Asmeg), de Luis Eduardo Magalhães. Compradores arremataram 15 mil sacas na semana passada a R$ 22/saca, segundo a fonte. No entanto, segundo o agente do mercado, os preços podem voltar a subir no curto prazo se a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) não fizer leilão de venda para a região.
O indicador Cepea/Esalq/BM&FBovespa fechou a quarta-feira a R$ 28,35/saca (-1,39%). Em dólar, o preço ficou em US$ 12,81/saca (-1,00%).
EVOLUÇÃO DOS PREÇOS DO MILHO MERCADO INTERNO
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Cepea/Agência Estado
Na Bolsa de Chicago (CBOT), os futuros fecharam perto da estabilidade na sexta-feira, após duas sessões de desvalorização. O contrato julho cedeu 0,75 Cent (0,15%) e fechou o dia a US$ 4,8350 por bushel.
Nesta segunda-feira, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) divulga relatório semanal de evolução de plantio no país, e deve mostrar avanço significativo da semeadura de milho. O clima seco permitiu que produtores acelerassem os trabalhos no campo na última semana.
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Cepea/Agência Estado