Nesse momento, as cotações na Bolsa de Chicago junto ao valor do dólar proporcionam uma boa oportunidade para os produtores brasileiros comercializarem a safra de soja. Nesta quarta-feira (18), durante a manhã, os preços da soja em Chicago estavam em alta influenciados por uma previsão de clima mais seco na Argentina no período dos próximos 8 a 15 dias. Com isso, para o mercado ter uma nova motivação de alta, é preciso haver a confirmação da piora no clima na América do Sul, mas enquanto o clima, de forma geral, está dentro da normalidade, há um bom momento para os produtores venderem.
No entanto, de acordo com Marcos Araújo, analista da Agrinvest, se o Banco Central dos EUA cortar os estímulos à economia do país, isso irá repercutir em uma alta no dólar e uma baixa nas commodities agrícolas. Isso ocorre porque quando há essa alta no dólar torna-se mais caro para os países importadores comprarem soja, assim, o poder de compra diminui, repercutindo negativamente nas cotações em Chicago.
Em longo prazo, para se confirmar a perspectiva de grandes estoques mundiais, é preciso considerar uma safra cheia na América do Sul, o plantio de 1 milhão de hectares de soja safrinha e também uma grande safra nos EUA. Sendo assim, esse é um bom momento para os produtores venderem e garantirem rentabilidade.