Apesar de não haver qualquer indicativo de que os preços do milho no mercado doméstico possam perder força até a definição da segunda safra, compradores sem necessidade urgente de suprimento começam a se afastar do mercado. Segundo corretores, os acordos no disponível se restringem àqueles que precisam atender demanda mais urgente. Além de limitar a movimentação no spot, a valorização inesperada do cereal acaba dificultando a negociação da segunda safra. Vendedores seguem firmes nas pedidas, mas com preços elevados compradores preferem aguardar.

Corretor do oeste de Santa Catarina que negocia milho na Região Sul afirma que o mercado disponível é movimentado por poucos compradores. “Sai (milho) para quem precisa se abastecer no curtíssimo prazo. Quem tem estoque não quer pagar esses preços”, afirmou. No Estado, vendedores pedem entre R$ 29/saca e R$ 30/saca FOB, mas compradores se dispõem a pagar entre R$ 29/saca e R$ 29,50/saca CIF. No Paraná, onde parte das agroindústrias de Santa Catarina se abastece, os preços oscilam entre R$ 27,50/saca e R$ 28,50/saca nas regiões sudoeste e oeste.

O Paraná já semeou 86% da área prevista para o milho safrinha, conforme dados do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura do Estado, e as condições de desenvolvimento da lavoura do grão são boas para 88% da área. Da safra de verão, 47% do milho já havia sido colhido, com 14% comercializado.

Na região de Sorriso (MT), compradores sinalizam entre R$ 20/saca e R$ 21/saca para produto disponível, mas os lotes são cada vez mais escassos, conforme corretor da região. Para a segunda safra, produtores seguem apostando em perdas com o excesso de umidade nas lavouras e tentam negociar a R$ 18/saca para entrega a partir de junho, mas compradores não estariam pagando mais do que R$ 14,50/saca.

Se em Mato Grosso, a chuva ainda é um problema, em Mato Grosso do Sul elas têm favorecido o desenvolvimento inicial das lavouras. O plantio alcançou 78% da área prevista, o equivalente a 1,2 milhão de hectares do total de 1,5 milhão de ha estimados para a temporada, conforme a Associação dos Produtores de Soja do Estado (Aprosoja-MS).

Hoje a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulga novo levantamento de safra e deve trazer novos dados para as lavouras de verão e também sobre o tamanho da área semeada com milho de segunda safra.

O indicador Cepea/Esalq/BM&F fechou a terça-feira a R$ 34,11/saca, em baixa de 0,15%. Em dólar, o índice ficou em US$ 14,43/saca (-0,62).

EVOLUÇÃO DOS PREÇOS NO MERCADO FISICO

  MILHO – R$ / saca

   

  11/03/2014

  10/03/2014

  07/03/2014

  06/03/2014

  05/03/2014

  04/03/2014

  Passo Fundo

26.01

26.44

26.05

25.86

25.57

25.38

  Chapecó

29.02

28.88

28.49

28.32

27.65

27.99

  Paraná/Sudoeste

26.31

26.24

26.23

25.94

25.78

25.00

  Cascavel

27.03

26.86

26.86

26.01

25.65

25.88

  Ponta Grossa

27.99

27.77

27.59

27.53

27.38

26.52

  Paraná/Norte

28.77

28.41

28.76

27.35

26.21

26.52

  Sorocabana

31.17

31.03

31.17

31.19

31.29

31.19

  Campinas

34.11

34.16

34.03

33.82

33.85

  Mogiana

30.90

30.70

30.91

31.27

31.29

31.09

  Triângulo Mineiro

28.73

29.02

28.88

29.34

29.35

29.47

  Rio Verde

25.62

25.51

25.52

25.35

25.86

25.03

  Sorriso

17.90

17.06

16.62

16.21

16.33

16.83

  Posto Recife

36.23

36.24

35.72

35.49

35.47

35.93

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os futuros fecharam no campo positivo com notícias de demanda firme pelo produto norte-americano. O contrato maio ganhou 5,00 cents (1,05%) e terminou a US$ 4,8325 por bushel.

  Milho – Bolsa de Chicago (CBOT)

  Cotação em dólar por bushel e variação em centavos de dólar

  Contrato

 Máxima

 Mínima

 Anterior

 Atual

Variação

  Mar/14

4,7200

4,7000

4,7200

4,7800

6,00

  Mai/14

4,8450

4,7550

4,7825

4,8325

5,00

  Jul/14

4,8800

4,8000

4,8225

4,8700

4,75

  Set/14

4,8325

4,8325

4,7925

4,8325

4,00

 

Fonte:Cepea/Agência Estado

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