A comercialização do milho no mercado doméstico deve ser morna nesta sexta-feira, ainda refletindo o menor interesse de venda dos produtores. Os últimos dois dias foram de dedicação à soja, que registrou forte valorização na Bolsa de Chicago (CBOT), e com a queda nos preços internos do cereal, vendedores aproveitam para reduzir lotes ofertados. Consumidores, de outro lado, não pressionam, cientes de que há volume suficiente disponível até a chegada da safrinha, que começa a ser colhida no final de maio. Sem demanda consistente, os preços devem seguir em queda.
Em Ponta Grossa (PR), as indicações iam de R$ 25/saca no FOB a R$ 26/saca CIF posto fábrica, afirmou corretor da região, mas apenas lotes pontuais foram movimentados na semana. De olho na desvalorização recente do produto, vendedores voltaram a restringir lotes no mercado e ofertam a R$ 26/saca no FOB. “Quando comprador não encontra preço atrativo na região, busca no Centro-Oeste”, complementou a fonte.
No Rio Grande do Sul, compradores não demonstram apetite pelo produto nos preços das ofertas, afirmou Reny Kloeckner, da CeAgro. Vendedores pediam de R$ 26/saca FOB na região das Missões e R$ 27,50/saca na região de Passo Fundo, sem interesse de compra. “Vendedor continua com ofertas acima do interesse do comprador”, ressaltou o corretor.
Em Mato Grosso, 3,6 mil toneladas de milho spot foram arrematadas a R$ 17,60/saca em Campo Verde, com pagamento em 30 dias, contou Gilmar Meneghetti, da Diversa Corretora. Em Rondonópolis, compradores indicavam R$ 19/saca no disponível, ante vendedores a R$ 21/saca. Para a safrinha, o mercado está esvaziado há um mês, segundo o agente do mercado. Vendedores pedem R$ 20/saca para negociar a safra nova, mas tradings chegariam a no máximo R$ 16/saca na região, considerando o dólar atual na faixa de R$ 2,20 e os preços do cereal em Chicago.
O indicador Cepea/Esalq/BM&FBovespa fechou a quinta-feira a R$ 27,95/saca (-0,21%). Em dólar, o preço ficou em US$ 12,61/saca (-0,55%). O dólar terminou cotado a R$ 2,2160 (-0,32%).
EVOLUÇÃO DOS PREÇOS NO MERCADO FISICO
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Na Bolsa de Chicago (CBOT), os futuros fecharam no positivo, com dados de exportação dos Estados Unidos. O contrato julho ganhou 2,25 cents (0,47%) e terminou a US$ 4,7675 por bushel.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) mostrou que o país vendeu 507,9 mil toneladas de milho da safra 2013/14 na semana encerrada em 15 de maio, volume 48% superior ao registrado no período anterior.
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