Após as perdas da sessão anterior, os futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) operam nesta sexta-feira (28) com ligeiras altas.  Por volta das 11h00 (horário de Brasília), as principais posições exibiam leves ganhos entre 1,00 e 1,25 pontos. O vencimento maio/14 era cotado a US$ 4,55 por bushel.

Segundo analistas, o mercado internacional de milho encontra suporte na demanda aquecida pelo produtor norte-americano. Nesta sexta-feira, oUSDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou a venda de 101,6 mil toneladas do cereal para destinos não revelados. O volume deverá ser entregue na safra 2013/14. Ontem, o órgão já tinha anunciado a venda de 284.480 toneladas de milho para o México.

Além disso, na visão do consultor de agronegócio, Ênio Fernandes, os preços do milho tendem a permanecer estáveis, já que, os produtores norte-americanos começam a planejar as compras da próxima safra 2014/15. E, consequentemente, um recuo nas cotações pode influenciar a decisão final dos agricultores. A expectativa é que haja uma redução na área cultivada com o milho nos EUA na temporada 2014/15.

As preocupações com o clima e perdas na produção de milho do Brasil também exercem pressão positiva sobre os preços futuros. A safra de verão apresentou perdas expressivas em produtividade em importantes regiões produtoras, como São Paulo e Minas Gerais. O avanço do plantio da safrinha também é comprometido pela ausência de chuvas em algumas localidades como o Paraná.

Em contrapartida, nos estados de Mato Grosso e Goiás, o excesso de precipitações prejudica a evolução da semeadura. Frente a esse cenário, parte da produção de milho na segunda safra será cultivada fora da janela ideal de plantio, que em muitas regiões já terminou no dia 20 ou no final desta semana.

As adversidades climáticas permanecem impulsionando os preços do cereal no mercado interno. Nesta sexta, a saca do milho é negociada a R$ 35,50 em Campinas (SP) CIF, em Campo Mourão (PR) a R$ 28,00 e a R$ 22,00 na região de Campo Verde (MT).

No entanto, a situação ainda não reflete nos contratos da commodity negociados na BM&F Bovespa. Depois dos vencimentos registrarem valorizações de 5% na semana anterior, os preços futuros recuam mais de 2%, nesta sexta-feira. Ainda de acordo com o consultor, após a queda da moeda norte-americana, as principais posições do milho passam por um ajuste técnico. A rolagem de posições, com o contrato março/14 saindo da tela, também influencia os preços.

Fonte: Notícias Agrícolas // 

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